Quando a gente deixa de se enxergar
A sensação de nunca ser suficiente. O esforço de corresponder às expectativas do outro. E a falta que fazemos a nós mesmas.
Por muito tempo, tentei caber em uma vida em que já não me reconhecia. Sou Janaína Almeida, mãe, comunicadora e autora. Aqui, compartilho o que vivi e como comecei a fazer escolhas que também fossem minhas.
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Para a mulher que quer voltar a se escolher.
Da minha históriaEssa sou eu em 2019, durante o tratamento. Se pudesse me sentar ao lado dela, segurar sua mão e conversar um pouquinho, eu diria:

Eu sei que está doendo. Sei como são cansativas as idas e vindas ao hospital, os exames, as esperas. Tem dia em que você só queria descansar de tudo isso.
Quando ficar difícil, deixa alguém segurar a sua mão. Conta à sua equipe o que você está sentindo. Você não precisa atravessar cada dia sozinha.
Não desiste de você, nem dos seus sonhos. Continua o tratamento, um dia de cada vez, com o cuidado de quem está ao seu lado. Você não precisa dar conta de tudo agora.
Hoje, daqui de 2026, eu queria te abraçar e dizer: ainda há tanta vida para você viver. Você vai voltar a fazer planos, se reconhecer no espelho e sentir alegria em coisas pequenas.
Acredita nos seus sonhos, mesmo quando eles parecerem distantes. Olha para a frente com carinho. Eu sei o quanto é exaustivo, mas, na nossa história, valeu a pena continuar.
Antes do diagnóstico, eu já vivia dores que não apareciam por fora. Em um relacionamento marcado pela violência psicológica, fui deixando de me reconhecer. Não me sentia suficiente. Tentava mudar para caber no mundo de outra pessoa.
Escrevendo, pude olhar para o que vivi. Minha fé, meus filhos e as pessoas que permaneceram ao meu lado me sustentaram. Aos poucos, comecei a me ouvir e a reconstruir a forma como eu me enxergava.
Eu demorei para entender isso. Compartilho minha história com o desejo de fazer companhia a você enquanto aprende a reconhecer seu valor, respeitar seus limites e confiar nas próprias escolhas.
Há experiências que são só nossas. E há sentimentos que aproximam mulheres que nunca se encontraram.
A sensação de nunca ser suficiente. O esforço de corresponder às expectativas do outro. E a falta que fazemos a nós mesmas.
O diagnóstico, o medo e as mudanças no corpo. A mulher que continua existindo em meio a tudo isso.
A fé, a maternidade e a rede de apoio. As presenças que me ajudaram a atravessar dias difíceis.
Reconstruir a autoestima. Escutar a própria vontade. Aprender, nas decisões do dia a dia, a ter mais autonomia emocional.
Escrevi as palavras que eu gostaria de ter encontrado nos meus dias difíceis. Quero dividir minha caminhada com você, mulher, que também está reconstruindo sua autoestima e aprendendo a confiar nas próprias escolhas.
Adquira seu livro agora E-book · Livro digital, sem envio físicoSe você está atravessando mudanças, reconstruindo a autoestima ou tentando se reconhecer novamente, pode encontrar pontos de conexão com a minha história. O câncer faz parte do relato, assim como os relacionamentos, a maternidade e a fé.
Sim. É um relato autobiográfico sobre experiências que vivi e reflexões que nasceram dessa caminhada.
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